A Land Rover abriu no Brasil a pré-venda do Range Rover Sport Dynamic, nova configuração que passa a dividir a vitrine da linha Sport com a já conhecida Autobiography. A proposta não é criar uma versão mais simples do SUV, e sim redistribuir o mesmo repertório técnico — motorização, suspensão e tecnologias de terreno — em uma leitura visual mais discreta e esportiva, por um preço de entrada mais competitivo dentro do segmento de luxo.
Mesmo motor, novo posicionamento
O ponto central da estreia é que o Dynamic não representa um corte de desempenho. O SUV utiliza o mesmo conjunto híbrido plug-in P550e da Autobiography, formado por um motor Ingenium 3.0 de seis cilindros em linha associado a um propulsor elétrico. Juntos, eles entregam 550 cv de potência combinada e 800 Nm de torque, números que levam o Range Rover Sport de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos — desempenho de esportivo em uma carroceria de quase 2,3 toneladas.
A transmissão automática de oito velocidades trabalha em conjunto com a tração integral sob demanda, que distribui a força entre os eixos de acordo com o tipo de piso. A base mecânica é completada pela suspensão pneumática adaptativa, que ajusta altura e rigidez conforme o modo de condução selecionado, e pelo esterçamento das rodas traseiras: em baixa velocidade elas giram em sentido contrário ao das dianteiras para reduzir o raio de manobra, e em velocidades mais altas acompanham o mesmo sentido para ganhar estabilidade.
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Autonomia elétrica e recarga
Como híbrido plug-in, o Dynamic pode rodar em modo 100% elétrico por até 71 km, segundo dados da fabricante — autonomia suficiente para boa parte dos deslocamentos urbanos do dia a dia sem acionar o motor a combustão. A recarga completa da bateria leva cerca de 5 horas em um carregador AC de 7 kW. Já em um carregador rápido DC de até 50 kW, o SUV recupera de 0% a 80% de carga em aproximadamente 40 minutos — a possibilidade de recarga em corrente contínua ainda é um diferencial frente a boa parte dos híbridos plug-in do mercado, que costumam aceitar apenas carregadores AC.
Para uso fora do asfalto, a marca informa capacidade de vau (travessia de áreas alagadas) de até 900 mm, reforçando que o apelo off-road da família Range Rover Sport permanece intacto mesmo na versão mais acessível da gama híbrida.
O que muda: visual, não caráter
As diferenças entre Dynamic e Autobiography ficam concentradas no desenho externo, na personalização disponível e em alguns itens de acabamento e conforto — não na engenharia. O Dynamic recebe de série o Black Exterior Pack, que substitui detalhes cromados por acabamento em preto brilhante, além de rodas de liga leve de 22 polegadas com pintura Satin Dark Grey. O conjunto resulta em uma postura visual mais discreta e esportiva, em contraste com a exuberância tradicionalmente associada à Autobiography.
No interior, o Dynamic mantém o padrão de sofisticação da linha Sport: bancos dianteiros com 20 ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, teto panorâmico fixo e central multimídia Pivi Pro em tela curva de 13,1 polegadas. O som fica por conta do sistema Meridian, com 15 alto-falantes e 400 W de potência — um degrau abaixo do Meridian Signature (com até 30 alto-falantes) disponível como opcional na Autobiography, mas ainda assim um conjunto de referência na categoria.
A proposta não é reduzir o caráter de luxo ou performance do SUV, e sim oferecer uma configuração diferente dentro da mesma base mecânica da Autobiography. |
A pré-venda já está aberta na rede de concessionárias autorizadas Land Rover em todo o país, na modalidade de venda direta. Com a chegada do Dynamic, a Autobiography — que parte de R$ 1.263.050 — deixa de ser a única porta de entrada da linha Sport no Brasil, e a diferença de R$ 199.100 entre as duas configurações passa a funcionar como régua de acesso a um SUV que, mecanicamente, é o mesmo carro.
Por que isso importa
- Amplia o funil de vendas da linha Sport no Brasil sem abrir mão de potência ou tecnologia — a redução de preço não representa downgrade mecânico.
- Reforça a aposta da JLR na eletrificação plug-in como padrão, e não como opcional de nicho, dentro do portfólio de luxo no país.
- Cria uma leitura estética mais jovem e esportiva para o Range Rover Sport, com o Black Exterior Pack como assinatura visual do Dynamic.
- Sinaliza uma estratégia comercial mais segmentada da marca no mercado brasileiro, à medida que a concorrência de SUVs híbridos de luxo se intensifica.