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Otimizando os V8 Rover

Por Patrick Ganassin

Depois de apresentado a origem, as versões, e a história do V8 ROVER, vamos dar seguimento a um assunto que interessa a muitos, que é a otimização do funcionamento desse motor.

Nessa otimização iremos além do simples melhoramento do funcionamento, regulagens e melhorias mais simples que irei abordar em breve.

A seguir vou explicar o que pode ser feito no caso de uma reparação de junta de cabeçote queimada ou juntas de cabeçotes queimadas, aproveitando que esses estarão desmontados, poderemos dar uma “trabalhada” neles e dar uma “apimentada” no desempenho, com a troca de algumas peças e fazer uma limpeza interna no motor.

Essa “apimentada” nada mais é que uma otimização de dutos, troca de alguns componentes que encarecem o custo de produção das fábricas de motores, e a reparação de defeitos que aproveitamos para fazer o serviço.

Muitas pessoas chamam esse serviço de “preparação de motor”, no caso dessa nossa abordagem, ela pode ser feita em etapas ou por completo, uma vez que alguns componentes precisam ser trocados e outros podem permanecer e serem substituídos depois.

Como sabemos o V8 ROVER tem fama de beberrão como a maioria dos V8.

No nosso caso, especificamente, iremos fazer a troca de alguns componentes visando melhorar o torque em rotações de motor usadas em trajetos urbanos, podendo ser usado também em deslocamentos rodoviários com excelentes resultados, e economia de combustível.

Essa otimização, quando bem feita, utilizando as peças e componentes certos e compatíveis, gera mais potência no motor e ajuda nessa economia de combustível e redução de emissão de gases nocivos além de entregar mais prazer a quem dirige um V8 automático, como é a maioria dos Discoveries 1 e 2.

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Essa otimização, quando bem feita, utilizando as peças e componentes certos e compatíveis, gera mais potência no motor e ajuda nessa economia de combustível e redução de emissão de gases nocivos além de entregar mais prazer a quem dirige um V8 automático, como é a maioria dos Discoveries 1 e 2.

Essa otimização do desempenho, muitas vezes é feita de forma artesanal, pois se trata de um serviço meticuloso, onde dutos precisam ser equalizados e trabalhados com ferramentas manuais e de abrasão, que retiram material das paredes do cabeçote e dos coletores para que os gases de admissão (junto com o combustível) e escapamento possam fluir de maneira mais rápida através dos coletores do motor, gerando assim mais potência, mais torque e economia.

Uma vez desmontados os cabeçotes, coletores de admissão e escape, podemos ter acesso aos tuchos hidráulicos e ao comando de válvulas.

A troca dos tuchos hidráulicos é simples, mas requer alguma habilidade caso algum tucho esteja engripado no bloco.

É recomendado após a remoção dos tuchos e do comando de válvulas, que se faça uma boa limpeza do motor nesses locais.

Recomendo a retirada do cárter e do pescador da bomba de óleo, para limpeza dos mesmos, e para que a sujeira (borra de óleo) dessa parte onde ficam os tuchos hidráulicos e comando de válvulas possa sair de forma mais fácil.

O uso de produtos para flushing não faz uma limpeza profunda e correta do motor, como teremos a oportunidade de fazer com a remoção dos cabeçotes, coletor de admissão, pescador e cárter.

Eu particularmente não uso e não recomendo o uso desses produtos.

Depois de limpos podemos trocar o comando por um desenvolvido para o Buick norte americano, que tem um perfil não agressivo, e uma angulação que é excelente para torque em rotações médias nessa nossa otimização

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Sabemos que os tuchos hidráulicos têm um tempo de vida útil, e pelo tempo que estão funcionando nesses motores (alguns perto de 20 anos ou mais) já deveriam ter sido substituídos a algum tempo.

A troca do comando de válvulas por esse comando com angulação melhor exige que os tuchos sejam trocados, sob risco real de avaria nos ressaltos do comando novo e a falta de compatibilidade de tuchos de uso comum.

Esse comando com angulação exige tuchos compatíveis, tanto que os tuchos novos já acompanham o comando de válvulas na embalagem, sendo vendidos como um kit.

Será necessário também a troca das molas de válvulas, para que essas possam abrir e fechar de maneira mais rápida e melhor.

Molas de válvulas são negligenciadas pela maioria dos mecânicos e das retificas de motores.

Sabemos que molas cansam com o tempo e podem mascarar muitos defeitos de funcionamento, falhas de combustão e falta de compressão nos motores de ciclo OTTO e ciclo DIESEL.

Por isso devemos dar uma atenção especial a elas não só na preparação de motores como também na reparação.

Com os cabeçotes desmontados, podemos dar início a remoção de material nas paredes dos dutos de admissão e de escapamento, procurando deixá-los com a mesma área dos orifícios das juntas, nas fotos abaixo podemos notar uma diferença nítida de volume a ser retirado. Esse volume pode chegar a 10% do fluxo de gases dentro dos dutos.

Esse é um trabalho que não é feito pelas montadoras por ser um trabalho artesanal e que requer mão de obra especializada para sua execução.

Já existem empresas especializadas que fazem esse serviço em equipamentos CNC, mas nenhuma delas é na América do Sul.

Na maioria das grandes cidades e em muitas cidades menores, tem sempre um preparador de motores com experiência necessária para a execução desse serviço, é só procurar nos lugares e com as pessoas que gostam de veículos preparados.

Um bom preparador de cabeçotes tem as ferramentas necessárias e o conhecimento para esses ajustes sem danificar dutos internos de passagem de óleo e de água.

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Podemos aproveitar que os cabeçotes serão levados para uma retífica e trocar os retentores de válvulas, guias, as molas obrigatoriamente como já disse anteriormente, e fazer também um assentamento de válvulas e verificação da planicidade do mesmo.

Já com os cabeçotes “trabalhados”, comando válvulas e tuchos trocados, motor descarbonizado, e devidamente limpo, pescador de óleo e cárter montados, vamos precisar das juntas que podem ser compradas separadamente ou em um jogo de juntas, dos parafusos dos cabeçotes (eu recomendo usar novos sempre, pois não são caros e são um item de extrema importância na montagem e na durabilidade do serviço) podemos então começar a montagem.

Com os cabeçotes montados e devidamente apertados, damos seguimento com a montagem das varetas de válvulas e balancins, tomando muito cuidado com a carga a que os tuchos vão ser submetidos, para que não ocorra uma pressão excessiva sobre eles.

Continua na próxima edição…

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