As últimas fotos feitas do modelo em campos de treinamento mostram um excelente disfarce, cheio de elementos para confundir os menos atentos. Inicialmente, numa olhada mais displicente, sentenciei: “lembra bastante os Discovery 3 e 4, mais “aquadradados”. Mas essa análise é apressada e simplista, pois afinal a Jaguar Land Rover não iria investir uma enormidade de recursos e tempo em seu mais icônico modelo, para simplesmente lançar um produto que lembre um ou outro de gerações passadas e que não o próprio Defender.
Acredito que vamos ser surpreendidos com um veículo moderno, com bastante tecnologia disponível, mas com design dotado do fortíssimo DNA dos modelos mais antigos. Mas muito mais eficiente e seguro. Assim fizeram Suzuki com o Jimny e Jeep, com o Wrangler, além do G-Wagen da Mercedes Benz.
Por ora, o que supomos, é que inicialmente teremos as versões de 90 e 110 de entre-eixos e que naturalmente virão outras como 90 Soft Top e 130 (cabine dupla). Esse modelo, certamente vai prejudicar o sono da concorrência, que está investindo no mercado de pick-ups de luxo, mas não necessariamente “ultra-capazes” no off-road.
Motorização
Obviamente, a familia Ingenium, gasolina e diesel, desde os 2.0 de quatro cilindros até os 3.0 de seis cilindros em linha, como o que foi revelado agora e que será lançado no Range Rover Sport, estárá disponível nas versões 360 e 400CV com torques de 50,48 e 56,08 kgfm, mais ágeis e equilibrados que os V6 a gasolina.
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Ele possui uma combinação exclusiva de um supercharger elétrico para fornecer resposta imediata aliado a um turbocompressor, que além de aumentar a potência, ajuda o motor a respirar com a máxima eficiência.
Além disso há a tecnologia MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle), um motor elétrico que fornece potência extra, otimizando o desempenho, a economia de combustível e reduzindo as emissões.
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Pistas
Bom, mas o assunto aqui é design, então vamos explorar um pouco das pistas.
A traseira aparenta ser um pouco mais curta, e com bom ângulo de saída. Se essa for a versão curta, o espaço para carga/bagagem será reduzi-
do (Ou será que teremos 90 e 110, ambas com 5 portas?); estepe externo (mantém o DNA); grande vigia traseira (bom!); quase aposto que terá as janelas alpinas.
A frente não deve ser quadrada ao extremo, mas menos inclinada do que a que se vê na foto; capô deve ter algum tipo de vinco; as abas nos paralamas, na minha concepção, deveriam ser em plástico de alto impacto preto, para uma fácil substituição em caso de avaria
Nessa lateral, as janelas com cantos “mais vivos” lembram bastante os Discovery 3 e 4; a curvatura do teto deve ser ligeiramente maior; essa protuberância acima do parabrisa, com certeza disfarce.
A frente, acredito que será um pouco mais quadrada também, mas com a possibilidade de “plugins estéticos” para deixá-lo mais “offroad” ou mais esportivo, dependendo da versão.
Para mim, aqui está a maior pista (tomara que esteja certo), as janelas com cantos arredondados e suas molduras, revelam linhas muito parecidas com as do último Defender fabricado. O disfarce lateral “confunde” a real espessura das portas
Por fim, especulações à parte, tenho certeza que a próxima geração do Defender, será mais um marco na história da Land Rover, como fabricante dos mais inovadores 4X4. Desde 1948.
Já que não é proibido sonhar, o meu Defender ideal, seria o 90 modelo 2020, com motor Ingenium de 6 cilindros, diesel, com câmbio, caixa de transferência e bloqueio, tudo manual, suspensão com molas helicoidais e interior espartano. Já o 110, seria a versão mais completa, com toda a eletrônica, luxo e performance, a que temos direito.
Vamos torcer para que as imagens definitivas sejam divulgadas logo, para por fim à ansiedade. Ao menos a minha.
Nota do Editor:
Como as minhas previsões não foram muito acertadas, devemos retomar a pauta com o New Defender para uma nova análise mais precisa.