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Patrick Ganassin – Motores Rover V8 

Tudo começou com com uma ruptura e um Jaguar

Por Patrick Ganassin

Me chamo Patrick Ganassin, sou neto, filho e sobrinho de pessoas ligadas a manutenção de automóveis, tratores e mecânica industrial.

Com esse DNA, desde criança me interessava em desmontar qualquer coisa para saber como funcionava, fechaduras, relógios, brinquedos, qualquer objeto era interessante.

Sempre fui incentivado a ajudar meu pai em fazer revisões nas máquinas de terraplanagem que ele possuía, ajudava também meus tios a fazer pequenos reparos em casa e em seus automóveis além meu avô que possuía um Dodge Charger que era uma paixão minha pelo barulho do motor V8.

Aos 14 anos fui trabalhar durante as férias escolares na oficina de um dos meus tios, esse foi o inicio de uma paixão e diria até de uma devoção ou religião por veículos.

Como era uma oficina de serviços rápidos, o volume e a variedade de modelos e de marcas de carros era sempre grande, sendo necessário muita precisão, muita atenção e rapidez na execução dos serviços, o que me interessou muito pelo fato de ter que tomar decisões e resolver problemas rápidamente.

Passado o período de férias, tentei conciliar o meu tempo entre os estudos e a oficina do meu tio, onde eu ficava a parte da tarde sempre ajudando e aprendendo tudo o que fosse possível. Os anos foram se passando, e os estudos foram me exigindo cada vez mais dedicação, tempo e responsabilidade, mas sempre que possível eu estava por lá.

Veio a faculdade, serviço militar (obrigatório na época) cursos superiores interrompidos, reiniciados, abandonados e concluídos, mas a paixão pelos automóveis só aumentava. Era vocação.

Um dia surgiu a oportunidade de montar uma oficina própria com um colega mecânico, já experiente, e meu pai deu todo o seu apoio e suporte. Tivemos um inicio rápido e promissor, com muitos clientes particulares,

serviços para empresas e governo, até que esse colega sócio, resolveu desfazer a parceria e abrir uma oficina só sua.

Eu já estava bem estruturado nessa época e essa separação não me afetou, pelo contrário, me deu mais ânimo para trabalhar e crescer.

Já tinha meus clientes fieis que gostavam do meus serviços e um desses clientes que me trazia carros de toda a sua família me veio com um desafio. Ele tinha um Jaguar 1973, que não vou me lembrar o modelo, mas era um lindo e maravilhoso sedam 4 portas verde metálico com rodas raiadas iguais às motocicleta.

Nem preciso dizer o que foi esse dia na minha vida e nem as sensações e sentimentos. Era paixão sem volta.

Depois desse dia passei a ver os 4×4 com outros olhos e sobretudo os Land Rovers. Já havia dirigido e reparado Toyotas Bandeirante, Jeeps, tanto Ford quanto Willys, mas o Defender me acertou em cheio o coração.

Depois disso fiquei por algum tempo sonhando e decidi procurar um 4×4 que eu pudesse manter, levar a família, fazer passeios, viagens, trilhas, usar no dia dia, pois iria ser o meu único carro.

Comprei um Lada Niva 1991, muito bom, um carro que me deu muitas alegrias, me levou a muitos lugares, viagens maravihosas e ajudou a fazer muitos amigos e clientes durante o tempo que freqüentei o Jipe Clube de Brasília.

Paralelo a isso, o dono do Jaguar me presenteou com um manual de serviço do Defender para que eu fosse me preparando para fazer a manutenção do seu Defender e do Defender do seu filho.

Comecei a fazer as manutenções e cada vez que os Defender vinham, eu me apaixonava mais ainda com os detalhes e as soluções mecânicas do fabricante, com o cheiro que os Defender tem. Esses Defenders freqüentam a oficina até hoje e muitos outros clientes vieram para a oficina depois que me uni a um sócio que fabricava acessórios para 4×4 tendo se especializado na fabricação de acessórios exclusivos e personalizados para os Defender que estavam chegando cada vez mais na oficina.

Em 2011 surgiu a oportunidade de comprar um Discovery I 300Tdi 1997 que estava com a caixa de transfererência muito avariada e o cliente desistiu do carro. Acabei comprando por um bom preço. Consertei esse Discovery I e passei a possuir um dos melhores veículos já fabricados pela Land Rover e pela indústria automobilística mundial.

O Niva se foi e o Discovery agora se tornara o carro da casa, da paixão pela marca, dos passeios, das viagens, das descobertas, dos amigos até que em 2016 tive que vender para cumprir com com alguns compromissos.

Fiquei alguns meses sem um Land Rover, pensei em comprar um outro 4×4 que não fosse Land Rover, mas a paixão e o dia a dia na manutenção dos Lands dos clientes me deixava cada dia mais apaixonado, até que um dia, apareceu um Defender 110”, exatamente como a minha primeira paixão. Até o ano era o mesmo. Esse agora eu não vendo, é para toda a vida!

Essa é a minha trajetória de vida e paixões. Paixão pelo trabalho, pelos Land Rover, por aquilo que faço, pelos meus amigos, por aqueles que compartilham a mesma paixão.

Nota do Editor:
Patrick é, não somente um especialista nos Rover V8. É também, nos Tdi utilizados nos Land Rover e em tantos outros motores a Diesel.

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