Como todo lançamento pós-guerra, a tecnologia do Land Rover Serie I foi baseada no que havia disponível à época. Havia excesso de alumínio, produzido para aviões da Segunda Guerra, e a carroceria foi desenvolvida com esse material. A cor verde utilizada, se deve à sobra de tinta de camuflagens militares e transformou-se na cor oficial do Land Rover Serie I.
A gasolina que os veículos militares praticamente exauriram das reservas não era diferente, da disponível para os carros e portanto para os motores Land Rover. Os motores do modelo Serie I foram desenvolvidos portanto para esse combustível. À época a tecnologia disponível vinha dos carros ROVER da década de 1930. Além disso, era necessário aproveitar componentes já disponíveis em estoque.
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O Primeiro motor 1.6 L I4 (1948–1951) a gasolina produzia cerca de 50 c.v. (37 kW; 51 CV). Ele equipava o Land Rover serie 1 de 80 polegadas entre eixos. Já de início, o motor apresentou problemas de aquecimento, assim, em 1952, alterações foram feitas no fluxo de arrefecimento, que melhoraram a eficiência e resistência.
No final de 1954 o motor de 2 litros foi lançado. Equipava os Serie I de 86” e 107” polegadas. Em 1956 o mesmo motor teve uma alteração no cabeçote em mais uma tentativa de melhoria no controle da temperatura do motor. O mesmo motor foi produzido até o ano de 1958, equipando os primeiros Land Rovers Serie II de 88” e 109” polegadas.
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Outro motor que equipava o Serie I, de 1957 a 1958, era um 2.0 L diesel I4. Ele foi um dos primeiros motores a diesel de alta velocidade desenvolvidos para uso rodoviário. Produzia cerca de 52 c.v. (39 kW) a 4.000 rpm. A curta vida do motor foi causada por trincas nos pistões e erro de projeto do cabeçote. Este é um motor raro da marca Land Rover. É objeto de estudo entre os apaixonados por esses carros.
Fato é que, além de ser um carro que só evoluiu com o tempo, o Land Rover tornou-se ícone para amantes das estradas. Ele foi durante muitas décadas o utilitário mais cobiçado por grandes famílias. Não é de estranhar vermos em comerciais antigos uma aclamação à potência e à resistência do veículo, mas também com ótima capacidade de transportar pessoas. Era a referência de um veículo completo. Só para citar, em 1956, por exemplo, o modelo perua comportava até 10 pessoas. Mas isso já é outro tema.
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Os modelos da década de 1950 tiveram mudanças significantes também na dianteira. Os faróis saíram da grade e foram posicionados nos para-lamas. Essa alteração no design deixou mais bonito, mais funcional – o campo de visualização na estrada à noite melhorou – e melhorou na hora de limpar a grade.
A Land Rover, ao longo de sua história, foi e é referência no projeto e fabricação de motores. Em sua trajetória houve momentos em que utilizou motores produzidos por outras montadoras como BMW, Ford e PSA. Hoje a marca pertence à Tata Motors, junto com sua irmã Jaguar e volta a desenvolver tecnologia de ponta no mercado mundial, com seus motores Ingenium a gasolina e diesel