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O valor da tecnologia: Mais é menos! Humm.. Será?

Tecnologia embarcada e técnica de condução

Por Augusto Carvalho | Fotos Divulgação

O fato de cada vez mais nos depararmos com tecnologias novas nos veículos Land Rover não é nenhuma novidade, afinal estamos falando de uma marca que se tornou sinônimo de inovação no segmento que mais cresce na indústria. O sistema Terrain Response foi um grande feito da Land Rover, lançado em 2004 no Discovery 3 e Range Rover Sport, como já indicado na última edição pelo meu amigo Luis Fraga. Criado para facilitar a vida do motorista menos experiente em situações adversas de terreno, a ideia era dar um menu de opções ao motorista que ao se deparar com uma situação, pode optar entre terreno de grama/ cascalho, areia, lama ou rochas e conseguir se desvencilhar do obstáculo de forma mais simplificada.

Mais do que isso a tecnologia permite que se tenha na mão não apenas um carro, mas três, quatro ou cinco diferentes set-ups. Para mim, isso faz toda a diferença.

Não somente o desempenho foi excelente na areia do deserto, mas durante os trechos de estrada de terra e asfalto, o Discovery 3 foi muito mais confortável

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Em 2007, quando morava na Inglaterra, dirigimos até o Marrocos para nos aventurar pelo Saara e outras maravilhas deste país. Juntos com outras 3 famílias de amigos, seguimos em veículos originais do G4 Challenge, competição que a Land Rover organizou em 2003 e 2006. Nosso Discovery 3 V8, destoava um pouco dos outros três Defenders 110 e gerava comentários… nem sempre construtivos. Será que ele vai aguentar? Vamos ter que desatolar este elefante no Saara…E se quebrar? Essa suspensão pneumática não vai aguentar. Bem, acho que escolhemos o carro certo. Não somente o desempenho foi excelente na areia do deserto, mas durante os trechos de estrada de terra e asfalto, o Discovery 3 foi muito mais confortável.

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Modo Areia: Ao selecionar o Terrain Response para modo Areia, o carro muda completamente sua performance, facilitando e muito, o desempenho neste tipo de terreno. A sensibilidade do acelerador aumenta e com menos esforço se alcança altos giros, essenciais para condução na areia. O Traction Control se torna mais permissivo, mas em condições mais extremas podemos desligar o mesmo evitando cortes no motor (o corte não é total). Já no câmbio automático as mudanças são ainda mais perceptíveis, a troca de marcha é postergada aguardando atingir-se um giro mais alto, como se fosse esticar a marcha para ganhar mais velocidade. Em trechos de desaceleração, o sistema faz o inverso, reduzindo antecipadamente para se trabalhar sempre em faixas mais altas de giro.

Modo Grama, Neve e Cascalho: Ideal para pisos com pouca tração, neste modo o Terrain Response atua quase que inversamente ao modo Areia, o acelerador perde sensibilidade, a potência é diminuída, as marchas avançam com menos giro e a sensibilidade do controle de tração aumenta. Em expedição feita na Sibéria, tive a oportunidade de experimentar isto, principalmente ao atravessar o lago Baikal, maior e mais profundo do mundo. Isto mesmo atravessamos o lago congelado com os veículos, que não precisaram nem estar equipados com os pneus de neve (com studs). Colocando as técnicas de condução de lado por um momento, a performance do carro foi espetacular, mesmo afundando o pé no acelerador o carro não sai patinando, pois o sistema impede que aquele excesso de aceleração comprometa a performance, é como se o Land Rover falasse “para que tanta aceleração cara, relaxe”.

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Hoje temos o Terrain Response II, que “lê” o terreno através dos sensores e automaticamente faz os ajustes necessários. Temos também condução semiautônoma em fora de estrada e por aí vamos.

Outras marcas tentaram copiar o sistema, mas a performance não chega nem perto. Até mesmo coisas mais simples como câmbio reduzido, onde outras marcas vendem o produto como se tivessem duas caixas, mas, na verdade, estamos falando somente de uma primeira marcha mais curta.

Portanto, voltando ao tema inicial sobre o valor da tecnologia, acredito que não existe certo ou errado, aqui cada um tem que levar em conta o seu orçamento (compra e manutenção) e o quanto se valoriza o que temos nas mãos.

Outra questão importante seria pensar no uso que se vai fazer do veículo. Aquela expedição para lugares remotos é realista na sua vida, ou é mais provável que faça viagens curtas com amigos? Você vai usar o carro ou somente tê-lo na garagem para um eventual passeio? Conforto versus confiabilidade/ simplicidade, como esta relação funciona para você?

Carros mais complexos, exigem uma manutenção preventiva mais cuidadosa e não somente troca de fluídos, portanto o histórico é valioso.

Com os preços de Defender subindo a novos patamares , outros veículos da marca tem despertado maior interesse, como o Discovery 3 e Freelander. Quando pesquisamos outras marcas no entanto, acho que o custo-benefício de um Land Rover é muito alto, pois o DNA da marca é fora de estrada, com 70 anos de história e desenvolvimento.

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