Depois de montados os tuchos, varetas, conjunto de balancins nos dois cabeçotes, podemos dar sequência à montagem da junta de admissão, que fica entre os dois cabeçotes e que é uma espécie de tampa da parte central do bloco do motor, onde ficam alojados os tuchos hidráulicos.
O coletor de admissão fica logo acima dessa junta (foto 1) somente tocando nas faces dos dutos de admissão dos cabeçotes. Essa junta é fixada com o auxílio de duas meia lua de metal que são aparafusadas nas extremidades dianteira e traseira do bloco, e vedadas com duas meia luas de um material emborrachado.
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Podemos agora encaixar o coletor de admissão em seu lugar e aparafusar e apertar os parafusos de modo gradativo, sequencial e com o torque recomendado pelo fabricante. Esse é um processo que deve ser feito com muito cuidado e atenção para que não se danifique a junta e nem se empene as faces do coletor.
Notem que na foto 2 os dutos do coletor também foram trabalhados para que ficassem com as mesmas dimensões dos dutos dos dois cabeçotes.
Um cuidado a se ter antes da montagem do coletor de admissão é a substituição da válvula termostática por uma nova de excelente marca e procedência e também uma limpeza dos pequenos dutos de água da refrigeração do motor que também circula por ele.
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Após esta montagem damos seguimento à montagem da tampa inferior do Plenum que é a peça onde tem aqueles 8 tubos voltados para cima, localizada entre o coletor de admissão e o Plenum, que é a tampa onde estão montados o corpo de borboleta, o sensor de posição da borboleta, o atuador de marcha lenta, bem como diversos dutos de entrada de vácuo, avanço de distribuidor, válvula de recirculação de gases do motor, água quente do motor, cabo de acionamento do acelerador e cabo de controle da transmissão automática nos modelos equipados com este item.
Observem, na foto 3, que neste caso fiz uso de uma junta feita artesanalmente com um material próprio para a confecção de juntas e também uma junta para ser montada entre a tampa inferior e o Plenum.
Estas juntas foram confeccionadas artesanalmente por eu ter notado a necessidade de uma vedação mais eficiente e de certa forma mais conservadora e limpa, do que o uso de silicone muitas vezes usado de maneira porca em excesso deixando o serviço de montagem com aspecto amador.
Não encontrei essas duas juntas em nenhum dos jogos que já comprei até hoje.
Dando sequência a montagem, seguimos com os bicos injetores, chicote elétrico, distribuidor, cabos, velas, correias, mangueiras de água, vácuo, recirculação de gases e demais componentes (foto4).
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Montamos a seguir os coletores de escapamento direito e esquerdo, onde, também foram retrabalhados os dutos, ficando com o mesmo diâmetro das juntas do escapamento e dos dutos dos cabeçotes (fotos 5 e 6).
Na foto seguinte podemos observar as velas que foram montadas no caso especifico desta nossa abordagem e otimização. Foram utilizadas as velas da marca NGK modelo IFR5J11 com eletrodo de irídio (foto7).
Podemos utilizar as velas com a especificação original sem problemas, mas neste caso em especifico fiz uso de uma vela com tecnologia e materiais modernos, visando melhor desempenho e economia de combustível.
Agora vamos fazer uma inspeção visual para vermos se não ficou nada sem montar, apertar ou conectar; adicionamos água e fluido ao sistema de arrefecimento respeitando sempre as especificações do fabricante e as proporções de diluição. Verificamos também o nível de óleo do motor e completamos com o óleo especificado pelo fabricante, sem adição de produtos “milagrosos” e não recomendados pelo fabricante.
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Damos sequëncia então, dando partida e funcionando o motor. Lembrando que no caso de troca dos tuchos hidráulicos esse primeiro funcionamento pode demorar um pouco, ou até mesmo ficar barulhento com a famosa batida de tucho até que a pressão de óleo do motor carregue os tuchos.
Este carregamento de tuchos demora alguns minutos, pois para o carregamento total é necessário que o óleo atinja a temperatura normal de trabalho, e até atingir esta temperatura de óleo os tuchos vão diminuindo a batida.
Com o motor na temperatura normal de funcionamento podemos então, com o auxílio de uma lâmpada de ponto ou pistola estroboscópica ajustar o ponto de ignição.
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Após algum tempo de funcionamento do motor verificamos possíveis vazamentos de água, óleo, vácuo, gases de escapamento, e se tudo estiver ok, podemos então sair para um teste, desfrutando do nosso novo motor otimizado, sentindo o desempenho e aumento de potência e torque, reeducando a nossa maneira de dirigir para utilizar de modo coerente e inteligente, visando a economia de combustível(foto 8).
Tenho certeza que muitos vão querer sair queimando borracha, acelerando fundo só para ouvir o som orquestral do motor V8!!!