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Freelander está de volta?

Chery e Land Rover resgatam um nome histórico da marca britânica, para uma nova marca (e não uma linha) de SUVs elétricos.

Por Eduardo Rocha | Fotos Divulgação

1997

A Land Rover apresenta um novo modelo: um SUV compacto, mais urbano, confortável e acessível, para entrar em um mercado onde a disputa ocorria principalmente entre Suzuki Vitara, Toyota RAV4 e Honda CR-V.

Bem-sucedido, com mais de 540 mil unidades vendidas e duas gerações (I e II), o “Baby Land Rover” está de volta, doze anos após o encerramento da produção da geração II, mas de uma forma diferente.

2026

Não é nova geração de modelo da JLR. É sim um produto da joint venture Chery Jaguar Land Rover (CJLR).

Freelander passa a ser uma marca independente dedicada de forma exclusiva a veículos elétricos, de modo inicial direcionada ao mercado chinês, o maior consumidor mundial  de SUVs.

O primeiro produto dessa família é o Freelander 8, um SUV de porte médio-grande, maior inclusive do que as duas gerações desenvolvidas anteriormente pela Land Rover no passado.

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Comparação de tamanhos

  1. Freelander I (Primeira geração: 1997-2006)
  • Comprimento: 4,44 m
  • Largura: 1,81 m
  • Altura: 1,71 m
  • Ocupantes: 5 lugares
  1. Freelander II (Segunda Geração: 2006-2014)
  • Comprimento: 4,50 m.
  • Largura: 1,91 m
  • Altura: 1,74 m
  • Ocupantes: 5 lugares
  1. Freelander 8 (Nova Geração: 2026)
  • Comprimento: 5,12 m.
  • Largura: 2,05 m.
  • Altura: 1,90 m.
  • Ocupantes: 6 lugares (configuração de assentos 2+2+2).

Sobre a moderna plataforma desenvolvida pela Chery, foram combinados os conhecimentos especializados de ambas as empresas: da JLR, em design, comportamento dinâmico e capacidade off-road; e da Chery, com avançada tecnologia em eletrificação, conectividade e recursos de assistência ao motorista.

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Versões: todas com muita tecnologia.

O Freelander 8 já chega preparado para o novo mundo da mobilidade elétrica, com mais eficiência em todos os sentidos. Utiliza arquitetura elétrica de 800 volts, permite recargas ultrarrápidas e oferece diferentes configurações mecânicas, incluindo versões híbrida plug-in, elétrica e elétrica de autonomia estendida (EREV). Essa tecnologia utiliza um motor a combustão (supostamente um motor a gasolina de 2.0 litros) apenas como gerador de energia para alimentar as baterias, que, por sua vez, alimentam os motores elétricos, que movem o veículo.

O interior, segue a tendência dos SUVs premium atuais: grandes telas digitais, comandos por voz, atualizações remotas de software (OTA) e sistemas avançados de assistência à condução. Tudo minimalista, sofisticado e conectado.

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Design moderno, porém inspirado no passado.

O Freelander 8 resgata vários elementos de design, que remetem a modelos produzidos pela Land Rover, como a posição elevada de dirigir e linhas simples, semelhantes às vistas em modelos do passado, como o Discovery 3, o próprio Freelander I e até o mais recente Defender. Na lateral traseira, há inclusive uma referência estética ao Freelander I de três portas de 1997, com a inconfundível janela lateral triangular. Quanto aos detalhes, o design, segue uma linguagem mais contemporânea, com iluminação em LED, superfícies limpas e acabamento voltado ao público premium. O design foi criado pelo designer Philip Simmons, que tem em seu portfólio carros como o Velar 2017 e o Evoque Mk2 de 2018.

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Essa estratégia posiciona a nova marca Freelander entre os SUVs da Chery e os da Land Rover. Ela oferece um produto tecnológico, refinado e com forte apelo para consumidores que buscam eletrificação e versatilidade. Além disso, mantém o charme, a tradição e a sofisticação da marca inglesa.

Futuro

Ressuscitar o nome Freelander demonstra o valor histórico que ele ainda tem entre os entusiastas dos Land Rover. Mas significaque também há uma nova “dança das cadeiras”, na qual modelos podem assumir o lugar de marcas, marcas podem se tornar modelos e marcas até podem até deixar de existir.

O Freelander 8 será comercializado apenas na China, num primeiro momento, mas espera-se que, a marca se expanda também para outros mercados.

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